sexta-feira, 7 de março de 2008

INÍCIO DAS AULAS




Como ja é de costume,segunda feira começam as aulas e a primeira semana é por nossa conta,


assista a primeira semana de graça,caso não goste,pode procurar a concorrência.
Traga 1 Kg de alimento e conheça nosso curso e nossa equipe!




quinta-feira, 6 de março de 2008

Quem está por tráz da crise política da América Latina?


Sendo um assunto de interesse nacional, o conflito na América do Sul traz consigo várias hipóteses em relação ao interesse desta região. Antes de refletirmos nessas questões, convém uma análise dos fatos mais recentes.

A conflituosa relação entre Equador e Colômbia passa atualmente pelo pior momento, no qual a boa vizinhança entre os dois países está por um fio após a incursão armada colombiana contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano. O bombardeio de uma base clandestina rebelde, na madrugada de sábado na zona equatoriana de Angostura, a cerca de 3 km da divisa, e a incursão de tropas colombianas para recolher os corpos de dois líderes guerrilheiros provocaram um delicado atrito diplomático.

A operação levou à morte o considerado "número dois" das Farc, Raúl Reyes, e outros 19 guerrilheiros. Reyes era um dos sete integrantes do secretariado das Farc e nos último anos se converteu no líder mais em evidência do grupo rebelde formado por aproximadamente 17 mil combatentes. O governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, apresentou desculpas ao do chefe de Estado equatoriano, Rafael Correa, devido à incursão de "helicópteros colombianos" e militares no país vizinho, para verificar a operação militar e levar os cadáveres de Reyes e de Julián Conrado.
Essa desculpa causou a reação imediata de Correa, que criticou Uribe em mensagem televisionada à nação, afirmando que a Colômbia bombardeou seu território e que "massacrou" o grupo de guerrilheiros enquanto dormiam. Correa retirou seu embaixador em Bogotá, Francisco Suéscum, e ordenou a expulsão do embaixador colombiano em Quito, Carlos Holguín, além de ter ordenado o reforço militar da fronteira.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, inimigo declarado de Alvaro Uribe, também ordenou o fechamento da embaixada da Venezuela em Bogotá e a mobilização de tropas rumo à fronteira comum para reforçar sua vigilância em "apoio" ao Equador.
Quase simultaneamente, o diretor da polícia colombiana, Oscar Naranjo, anunciava que tinha documentos apreendidos dos rebeldes na operação militar que confirmavam "compromissos" do Governo de Correa com as Farc. Essa informação foi desmentida quase imediatamente por Quito, que considerou essa acusação uma tentativa de esconder a "flagrante violação" da soberania equatoriana.
AntecedentesEsse tipo de desavença - embora agora pareça ter ultrapassado a tolerância dos dois países - já ocorreu antes, em menor escala. Para a chanceler equatoriana, María Isabel Salvador, esse fato mais recente é o mais grave, mas também lhe preocupa que a Colômbia não tenha dado respostas satisfatórias a outros incidentes passados, alguns deles admitidos pelo governo de Bogotá.
A queda de uma granada de morteiro em um povoado equatoriano, a morte de um comerciante da mesma nacionalidade na ponte internacional que liga os dois países por militares colombianos e o vôo de helicópteros artilhados da Colômbia em áreas do Equador fazem parte desse histórico. Além disso, o Equador também estuda abrir um processo contra a Colômbia na Corte Internacional de Justiça, pelo uso do herbicida "glifosato" nas fumigações aéreas de combate às drogas na divisa entre os dois países.
Segundo o Equador, o glifosato não só destruiu plantações de coca e papoula no lado colombiano, mas, levado pelo vento, causou "danos irreparáveis" a povoações e ao meio ambiente do lado equatoriano. Na lista de reivindicações, também estão alguns conflitos comerciais que causaram momentos de tensão entre os dois países.

O que vale a pena ressaltar são as ultimas ações Norte Americanas na América do Sul, por exemplo, a intenção de internacionalização do Aquífero Guarani, a construção de uma base militar no Paraguai, a fusão da BOVESPA com a BM&F, os "investimentos na Colômbia",dentre muitos outros, minha teoria é de que todas essas ações tem como objetivo minar ou desestabilizar o Mercosul e, consequentemente, impor a ALCA. Vale a pena acompanharmos atentos o desfecho dessa crise que, apesar de ocorrer na América do Sul, mais parece uma novela mexicana...

sábado, 1 de março de 2008

Matrículas e Unidades 2008

Bom galera,dia 03/03 começam nossas matrículas para o ano letivo 2008. Gostaria primeiramente de informar que não abriremos unidades em Cariacica e nem em Vila Velha.
Tentamos arrumar parcerias com escolas, mas não conseguimos um espaço como almejamos para nossos alunos. Em 2007 fizemos algumas parcerias que não atenderam nossas espectativas em relação a organização e estrutura física, deste modo, tentamos parcerias que oferecessem o
MELHOR para nossos alunos, infelismente não conseguimos nesses dois municípios neste primeiro semestre.


Deste modo, abriremos as unidades de Jardim Camburi no Shopping Norte Sul, em Barcelona no Colégio Alternativo e agora estenderemos nossa parceria com o Alternativo e também abriremos uma unidade em Jacaraípe.

Vale ressaltar que este ano trabalharemos com descontos por rendimento escolar onde o bom aluno certamente ganhará algum desconto no valor do curso.
Vale ressaltar ainda que fizemos uma nova parceria com o PROJETO SOL, que é um projeto social,onde estaremos recebendo alguns alunos de comunidades carentes para que os mesmos possam ter a esperança de mudança em sua vida.

Esperamos que esse ano seja melhor do que o de 2007, e que possamos juntos sermos todos nós vencedores.


O horário de matrículas é de 8:00 as 16:00 nas unidades de Barcelona e Jacaraípe e de 13:00 as 16:00 na unidade do Shopping Norte Sul(3º piso), mais informações, tel. 3074-5045


Áureo Júnior

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Brasil é corrupto, violento e racista, diz relatório da ONU

Conclusão faz parte do primeiro raio X completo sobre a situação dos direitos humanos no País


O Brasil precisa solucionar com urgência a questão da violência e da desigualdade social no País. O alerta é da Organização das Nações Unidas (ONU), que acaba de preparar o primeiro raio X completo feito sobre a situação dos direitos humanos no Brasil, destacando problemas como corrupção, desigualdade social, racismo, tortura e impunidade.
O documento alerta ainda que Brasil não cumpriu as recomendações feitas pela entidade. A ONU, em 2005, deu um ano para o país adotar medidas para a proteção dos direitos humanos. Dois anos depois, o governo ainda não respondeu à ONU o que fará para lidar com os problemas.
O raio X faz parte de uma nova estratégia do órgão de avaliar a situação de cada país, e o Brasil será um dos primeiros a ser examinado. O documento será debatido na plenária da ONU em abril e, até lá, o governo terá de se preparar para dar respostas aos problemas. O exame reúne relatórios preparados pela ONU desde 2001 sobre o Brasil e faz um balanço geral da situação no país, considerada como preocupante.
Segundo o documento, em 2005, a ONU fez uma série de recomendações ao país diante da crise na proteção aos direitos humanos. Entre as medidas solicitadas estavam o tratamento da impunidade no sistema judiciário, o problema da expulsão de indígenas de suas terras, o fim da tortura e superlotação nas prisões e assassinatos extrajudiciais. De acordo com o órgão, o Brasil deveria ter fornecido as informações em 2006. Mas até agora nada foi apresentado.

Violência

Em todo o documento, a violência no país surge como um fator que vem atingindo um número cada vez maior de pessoas e violando os direitos humanos das formas mais diversas. Para a ONU, um dos desafios para o governo é como manter a população segura. "A violência em todas as idades aumentou na última década, transformando o assunto em um dos mais sérios desafios enfrentados pelo país. Os homicídios de adolescentes entre 15 e 19 anos aumentaram quatro vezes nas últimas duas décadas, atingindo 7,9 mil em 2003", afirmou o Unicef em sua contribuição para o documento da ONU.
Segundo o relatório, o número total de homicídios no Brasil por ano poderia ser de até 50 mil e a violência seria a principal causa de morte para pessoas entre 15 e 44 anos de idade. Impunidade, guerra entre gangues e violência policial estão entre os principais fatores desses índices alarmantes.

Tortura

O raio X ainda destaca o uso da tortura generalizada como uma prática para obter confissões em prisões e alerta que muitos juízes não classificam esses atos como tortura, preferindo apenas citar "abuso de poder". Nas prisões, o documento alerta que a ocupação seria três vezes maior do que a capacidade das instalações e pede o fim imediato da "superlotação endêmica" e das "condições desumanas" em que são mantidos os prisioneiros.
Uma das formas de atacar a violência e esses problemas seria a reforma urgente do sistema judiciário, o que acabaria contribuindo para lidar com a impunidade e a corrupção. Para a ONU, a reforma tem amplas condições de ser realizada.

Desigualdade

As disparidades sociais também fazem parte da lista de preocupações da ONU, principalmente o desenvolvimento social no Norte e Nordeste. Segundo o Unicef, 50 milhões de pessoas no Brasil ainda vivem na pobreza e, apesar dos avanços, o país está entre os cinco mais desiguais do planeta.
Um exemplo da desigualdade está na educação. Para a entidade, os avanços no número de matrículas nos últimos anos mascaram uma desigualdade extrema. "No Norte e Nordeste, apenas 40% das crianças terminam o primário", afirma o documento. No Sudeste, essa taxa seria de 70%. Cerca de 3,5 milhões de adolescentes ainda estariam fora das escolas. Os motivos: violência e gravidez precoce.
Outro exemplo de desigualdade está na saúde. Os indígenas têm um índice de mortalidade que é o dobro do de uma criança no Sudeste. Cerca de 87% da população tem acesso a água encanada. Mas os 20% mais ricos da população têm um acesso 50 vezes maior do que a parcela dos 20% mais pobres.
Para o Unicef, o Brasil está no caminho de atingir metas do milênio de reduzir a pobreza. De fato, a desigualdade social começou a dar sinais de melhorias. Em 1993, 35% da população viva com menos de R$ 40 por mês. Em 2006, essa taxa caiu para 19,3%. A baixa nutrição caiu mais de 60% para as crianças de menos de um ano desde 2003. Mas ainda existem cerca de 100 mil crianças que passam fome nessa faixa de idade.

Racismo

Outro alerta feito pela ONU é quanto à "generalizada e profunda discriminação contra afro-brasileiros, indígenas e minorias". Os vários documentos da ONU destacam a existência do racismo no país e ainda critica o fato de que a demarcação de terras indígenas está ocorrendo de forma lenta.
Essas características podem atrapalhar muito a imagem do Brasil no exterior - que já não é lá grandes coisas - e atrapalhar empresas estrangeiras a investirem em nosso país.
É vergonhoso que esse tipo de raio-x seja feito num país de tamanha missigenação étnica.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

A "renúncia" de Fidel Castro


Líder máximo do governo de Cuba desde o processo revolucionário de 1959, Fidel Castro representou o último resquício do comunismo dentro do continente americano. Muitos afirmam que seu governo personalista não se insere nos ideários políticos de esquerda, entretanto, podemos ao menos afirmar que a trajetória desse líder político e de seu governo representou uma singular experiência na história política. Retomando o seu processo de chegada ao poder, não podemos deixar de destacar como a ingerência norte-americana no território cubano fez de Fidel um entrave à total hegemonia política e ideológica almejada pelos Estados Unidos. Desde o processo de sua independência até o golpe de 1959, os Estados Unidos tinham Cuba como um verdadeiro quintal de sua “hegemonia”. Além de se beneficiarem com a subserviência política dos governantes locais, muitos estadunidenses tinham a ilha como um local propício para o turismo e o lazer. Inconformado com um país onde havia desigualdade social e prosperidade da economia agro-exportadora, Fidel tentou durante toda a década de 1950 criar um grupo de revolucionários interessados em tomar o poder por meio das armas. Três anos após um exílio no México, onde conheceu Ernesto “Che” Guevara, ele formou uma nova guerrilha, Fidel retornou à ilha de Cuba disposto a executar seu plano golpista. Entrando em combate com o Exército, Fidel recuou seus homens e se dirigiu ao interior, na região da Serra Maestra. Utilizando uma tática militar descentralizada, pequenos grupos se formaram gradativamente tomando de assalto regiões e cidades de Cuba até que, em 1959, o governo de Fugêncio Batista sucumbiu as forças revolucionárias formadas nesse período. Sem uma clara definição política perante a bipolarização ideológica do período, o novo governo cubano não tinha ainda um projeto político muito bem definido. Porém, conforme as medidas de caráter popular, como a nacionalização das empresas, a reforma agrária e a concessão de crédito a pequenos produtores, foram postas em prática e esse período de indecisão política chegava ao seu fim. Contrários a essa política, os Estados Unidos buscaram de todas as maneiras reverter as reformas populares de Fidel. Com a impassividade do governo cubano, os EUA decidiram romper suas relações em 1961. Cuba, que dependia do mercado norte-americano, se aliou aos socialistas soviéticos. A União Soviética, dessa forma, manchou a hegemonia dos Estados Unidos no continente americano. Che Guevara, que não simpatizava com a influência soviética, se afastou do governo cubano. A partir daí, Fidel Castro consolidou um governo unipartidário e voltado à ampliação de seus poderes. A queda do socialismo soviético, na década de 1980, provocou uma séria guinada na situação cubana. Mesmo tentando sanar as questões referentes ao abastecimento, a saúde e a educação, Fidel agora teria que remanejar uma economia desvinculada do maciço apoio soviético. Com isso, o governo cubano foi obrigado a investir no setor turístico e permitir a entrada de recursos de cubanos residentes no exterior. Nos últimos anos, acordos bilaterais com o governo da Venezuela trouxeram uma relativa superação dos problemas vividos no final do século XX. Cercado por polêmicas e divergências a era Fidel Castro traz à tona um debate figurado pelas contradições de seu regime. Muitos apontam que a perseguição política e a miséria são os pontos que fazem de seu governo uma experiência frustrada que motivou as constantes fugas de cubanos para outros países, principalmente, para os Estados Unidos. Seus defensores, por outro lado, elogiam o posicionamento autônomo, a erradicação do analfabetismo e a excelência nos serviços de saúde como grandes triunfos da administração de Fidel. Os sucessivos problemas de saúde de Fidel Castro o afastaram do poder causando uma verdadeira incógnita política em Cuba. Desde julho de 2006, o governo foi assumido provisoriamente por seu irmão Raul Castro. No entanto, vários analistas políticos não conseguem definir quais as possíveis mudanças na vida política de Cuba. De acordo com alguns especialistas, o governo Bush já teria em mãos um plano para dar fim à ditadura comunista do país. Sob a alegação de buscar o prevalecimento de instituições democráticas, os EUA pressionariam outras nações a exigirem uma reforma política em Cuba. Sem dar um tom melancólico a sua saída ou incitar algum tipo de mobilização popular, Fidel declarou – depois de mais de quarenta anos de mandato – que não tem interesse em se perpetuar no poder, impedindo a chegada de outras novas lideranças políticas. Além disso, o ex-presidente cubano afirma que seu atual papel será o de um “soldado das idéias”. Mesmo não podendo dar certeza sobre o futuro político de Cuba, percebo que o longo período de um governo focado na figura de Fidel Castro traz um grande vazio no vindouro cenário político cubano.
As perguntas que não querem calar,será mesmo que Cuba deixará se ser socialista?
Quem conseguirá preencher a imensa lacuna no espaço político cubano deixado por Fidel?
Qual o futuro de Cuba?
Quando os EUA vão invadir Cuba?(rs)